


Não há alternativas
Os naming rights no futebol brasileiro têm se tornado um fator crucial para a sustentabilidade financeira dos clubes, além de influenciar a valorização de seus estádios. Recentemente, a Arena MRV, do Atlético Mineiro, foi citada como a que possui o menor valor de naming rights entre os estádios dos clubes da Série A. Enquanto o Atlético vê o nome de sua nova casa associado a um contrato de R$ 7,1 milhões anuais, outros clubes brasileiros alcançam cifras significativamente maiores.
O ranking de naming rights revela uma competitividade acirrada. A Nubank Arena, do Palmeiras, lidera com um valor anual impressionante de R$ 50,2 milhões, embora o tempo total do contrato ainda permaneça desconhecido. Em sequência, a MorumBIS, que representa o São Paulo, segue com um acordo de R$ 25 milhões anuais, totalizando R$ 75 milhões por três anos. A Neo Química Arena, do Corinthians, garante um contrato de R$ 15 milhões anuais, somando R$ 300 milhões em um prazo de 20 anos.
Outros estádios também se destacam nesse panorama. A Arena Fonte Nova, na Bahia, com o nome vinculado a uma casa de apostas, assegura R$ 13 milhões anuais, resultando em R$ 52 milhões por quatro anos de compromisso. Em contraste, a Arena MRV é significativamente inferior neste sentido, com uma duração de dez anos totalizando R$ 71,7 milhões.
Essa disparidade nos valores dos contratos de naming rights não só demonstra a capacidade de negociação de cada clube, como também reflete a força de suas torcidas e de suas respectivas marcas no mercado esportivo. Enquanto o Atlético busca expandir sua receita através da nova arena, o cenário serve como um alerta para a importância de estratégias que valorizem a identidade e o apelo do clube, especialmente frente à concorrência crescente.
Assim, a partir de 2026, a discussão sobre os naming rights permanece em alta no futebol brasileiro, levantando questões relevantes sobre a gestão financeira dos clubes e seu impacto no desempenho esportivo e na valorização das franquias no mercado.

Enviado a 3 meses atrás
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