


Não há alternativas
No final de 2025, uma decisão significativa foi tomada no Clube de Regatas do Flamengo que impactou de maneira marcante o cenário esportivo paralímpico. Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, anunciou o encerramento do único esporte paralímpico da instituição, o remo. Essa decisão gerou repercussões não apenas no clube, mas também na comunidade envolvendo o esporte adaptado.
A extinção do remo paralímpico no Flamengo resultou na demissão de atletas que fazem parte da equipe, incluindo nomes como Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos de Oliveira e Valdenir Junior. Além disso, a decisão se estendeu à canoagem, uma modalidade que contava com a presença de Isaquias Queiroz, atleta reconhecido por suas cinco medalhas olímpicas. A manutenção do remo paralímpico demandava um investimento mensal de aproximadamente R$ 10 mil, um valor que, embora considerável, levanta discussões sobre o suporte financeiro destinado a esportes que promovem a inclusão e diversidade.
O encerramento dessas modalidades esportivas, especialmente em um clube tão icônico quanto o Flamengo, suscita reflexões importantes sobre a valorização do esporte paralímpico na sociedade atual. A medida não apenas reflete escolhas organizacionais, mas também levanta preocupações sobre o futuro de atletas que dependem do suporte institucional para continuar suas trajetórias e a promoção de práticas esportivas inclusivas.
A relevância dessa decisão se estende para além das questões financeiras. A extinção do remo e da canoagem paralímpica no Flamengo pode ser vista como um reflexo das prioridades do clube em relação ao esporte e à inclusão. É vital que a discussão sobre a sustentabilidade e o fomento de práticas esportivas para todos continue a ser uma pauta relevante, assim como a necessidade de garantir que atletas com deficiência possam ter acesso a oportunidades que lhes permitam competir em nível elevado.
No cenário atual, é fundamental que instituições esportivas, como o Flamengo, reevaluem suas decisões e considerem o impacto que suas ações têm sobre os atletas e sobre a sociedade em geral. O esporte tem o potencial de unir e inspirar, e decisões que afetam seu desenvolvimento devem ser tomadas com cautela e consideração. O futuro do esporte paralímpico depende da valorização e do suporte contínuo a essas práticas, que são essenciais para promover a inclusão e a diversidade no mundo do esporte.

Enviado a 7 meses atrás
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