


Não há alternativas
O presidente do Flamengo, Bap, levantou importantes questões sobre a adequação do gramado sintético no futebol brasileiro. Ele enfatizou que “ter um campo artificial gera desigualdade na competição”.
“Nem tudo que é praticado na Europa se aplica ao Brasil, considerando as diferentes condições e contextos. O uso de grama sintética foi autorizado pela FIFA apenas em situações excepcionais, como em países onde a neve predomina durante longos períodos”, explicou Bap.
Ele destacou que alguns clubes começaram a adotar essa alternativa, buscando reduzir custos de manutenção dos campos. No entanto, ele apontou que o futebol nas cinco principais ligas do mundo se desenvolve em grama natural, com normas rigorosas relativas à qualidade dos campos.
“Usar um gramado sintético altera a dinâmica do jogo. A bola se comporta de maneira distinta, o ritmo da partida muda e o impacto nos jogadores é diferente. Com 75 a 80 partidas anuais no Brasil, isso gera desvantagens tanto para os atletas quanto para o espetáculo como um todo”, observou.
Bap também mencionou que a manutenção do campo do Maracanã, onde o Flamengo e o Fluminense são parceiros, custa cerca de R$ 45 milhões anualmente devido ao alto número de jogos. “Não é justo que se crie uma vantagem competitiva com base no tipo de gramado utilizado”, concluiu.
Ele reforçou a reflexão de que, se um clube não consegue proporcionar as condições adequadas para o futebol, que é reconhecido mundialmente pelas suas praças de grama natural, talvez não deva participar da Série A do Campeonato Brasileiro.

Enviado a 7 meses atrás
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