


Não há alternativas
A Bélgica venceu o Irã por 3 sets a 2 na Liga das Nações de Vôlei, em um jogo que começou com domínio belga, passou por reação iraniana e terminou decidido no tie-break. O resultado teve roteiro de virada parcial e exigiu mais consistência da equipe europeia no momento mais tenso da partida.
A seleção belga abriu 2 a 0 e parecia encaminhar uma vitória tranquila, mas o Irã cresceu no confronto, igualou o placar e levou a disputa para o set decisivo. No quinto set, a Bélgica conseguiu retomar o controle da partida e fechou o duelo com triunfo suado, somando uma vitória importante na VNL.
O destaque ofensivo do jogo foi Haghparast, do Irã, que terminou como maior pontuador da partida, com 27 pontos, incluindo dois bloqueios e dois aces. Pelo lado belga, Reggers marcou 24 pontos, enquanto Perin contribuiu com 20, sendo um dos nomes mais decisivos na reta final. A distribuição de pontos mostra como o confronto foi equilibrado e como o Irã conseguiu se manter vivo mesmo depois de sair em desvantagem de dois sets.
Entre os demais pontuadores, Haji fez 11 pontos para o Irã, seguido por Poriya, com 10, e Yousef, com 9. Morteza e Ariakhah anotaram 8 cada um. Pela Bélgica, D’heer somou 7 pontos, Rotty fez 6, Fafchamps também marcou 6 e Van Elsen fechou com 1. No lado iraniano, Mohammad terminou com 7 pontos, enquanto Eisa registrou 2 e Arshia apareceu com 1 bloqueio.
Em uma competição como a Liga das Nações, cada vitória pesa não só na tabela, mas também na construção de ritmo e confiança ao longo da fase classificatória. Para seleções que buscam estabilidade ao longo da temporada, especialmente em um ano de calendário intenso como 2026, jogos assim ajudam a medir resposta emocional, resistência e capacidade de decisão sob pressão.
O triunfo da Bélgica ganha valor justamente pelo cenário em que foi conquistado. Depois de abrir vantagem confortável, a equipe viu o adversário reagir e transformar uma partida aparentemente controlada em um teste de nervos. A resposta no tie-break foi o ponto mais positivo da atuação belga, que conseguiu evitar a virada completa e sair com o resultado.
Já o Irã deixa a quadra com a sensação de ter competido em alto nível depois de um início abaixo do esperado. A reação até o quinto set mostra força de recuperação, mas a derrota também evidencia a dificuldade de sustentar o mesmo padrão nos momentos decisivos. Em torneios longos, esse tipo de oscilação costuma cobrar preço na classificação.
A VNL segue como uma vitrine importante para seleções que querem consolidar elenco, ajustar desempenho e ganhar espaço no cenário internacional. Em um ano de Copa do Mundo, o acompanhamento dessas equipes também ajuda a observar nomes que podem ganhar relevância no ciclo das grandes competições.

Enviado a 4 dias atrás
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