


Não há alternativas
A Copa América pode voltar aos Estados Unidos em 2028, em uma negociação que ainda não foi fechada, mas já avançou nas últimas reuniões realizadas em Miami. A possibilidade recoloca o país como favorito para receber o torneio pela terceira vez, depois das edições de 2016 e 2024, e reforça uma tendência recente de levar a competição para fora da América do Sul em busca de maior alcance comercial e de público.
Pelo desenho em обсужção, a ideia é repetir o formato que reuniu seleções da Conmebol e da Concacaf nas últimas edições disputadas em solo norte-americano. A movimentação interessa diretamente ao futebol sul-americano e também ao calendário internacional, já que a Copa América segue sendo uma das principais vitrines para seleções e jogadores em ano de Copa do Mundo, com impacto na preparação e na exposição de atletas que podem estar no radar de convocações futuras.
O Equador chegou a apresentar um projeto para ser sede, mas enfrenta obstáculos ligados à infraestrutura e à segurança, fatores que pesam em uma decisão desse porte. A Argentina também aparece como alternativa, embora o cenário ainda dependa de definições mais amplas entre organizadores e entidades envolvidas. Por enquanto, não há confirmação oficial de sede, apenas um avanço nas conversas para que os Estados Unidos voltem a receber o torneio.
Um ponto que trava o fechamento do acordo é a coincidência com os Jogos Olímpicos de Los Angeles, marcados para 2028. Os organizadores da Copa América não querem que os dois eventos disputem espaço no calendário, o que exige uma solução que evite sobreposição de datas e preserve a logística de seleções, torcedores, patrocinadores e transmissões. Esse tipo de ajuste costuma ser decisivo em competições internacionais, especialmente quando o mercado norte-americano entra na equação.
A escolha dos Estados Unidos também faria sentido do ponto de vista comercial e de organização. O país já recebeu a competição em 2016, na edição especial do centenário, e voltou a ser sede em 2024, quando a Copa América ganhou novo peso no calendário do continente. Caso a negociação avance até o fim, a edição de 2028 repetirá um modelo que aproximou o torneio de um mercado mais amplo e de grande interesse para o futebol brasileiro, argentino e para outras seleções da região.
Para o torcedor, o que importa neste momento é que ainda não existe sede definida. O cenário está em discussão, com os Estados Unidos em vantagem, o Equador tentando se colocar como opção e a Argentina surgindo como alternativa. A definição final deve depender da costura entre calendário, estrutura e segurança, três pontos que costumam pesar tanto quanto o apelo esportivo quando se trata de um evento do tamanho da Copa América.

Enviado a 1 mês atrás
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