


Não há alternativas
A seleção do Egito foi impedida de entrar em Seattle, cidade onde fará seu próximo compromisso no Mundial, contra o Irã, pela fase de grupos. A informação foi divulgada pela Associação Egípcia de Futebol (EFA), que afirmou que as autoridades americanas barraram a permanência da delegação no local até a partida.
Depois de deixar Vancouver, onde disputou o último jogo, o Egito retornou a Spokane, no estado de Washington. A cidade tem servido de base para a equipe desde a chegada ao torneio, e a mudança de planos obriga o grupo a reorganizar a preparação em meio ao calendário apertado da competição.
Em comunicado, a EFA informou que o técnico Ibrahim Hassan confirmou a rejeição do pedido para que a seleção permanecesse em Seattle após a partida contra a Nova Zelândia. Segundo a entidade, a ideia era evitar deslocamentos extras e reduzir o desgaste dos jogadores antes do duelo com o Irã, adversário seguinte na fase de grupos.
O caso chama atenção em um ano de Copa do Mundo, quando cada detalhe de logística pode pesar na rotina das seleções. Em torneios curtos, viagens, hospedagem e tempo de recuperação entram no planejamento com peso semelhante ao da parte tática, especialmente para equipes que ainda buscam estabilidade na competição.
Até o momento, a Fifa não se pronunciou sobre a situação. Sem uma manifestação oficial da entidade, o episódio fica restrito à versão apresentada pela federação egípcia, que relatou a negativa das autoridades locais e a necessidade de retorno a Spokane.
Para o Egito, a questão vai além do desconforto da viagem. A seleção precisa manter a concentração na preparação para o confronto com o Irã, que pode ser decisivo na briga por posição no grupo. Em um Mundial, qualquer alteração na logística pode interferir na recuperação física e no planejamento da comissão técnica, ainda que não mude o calendário esportivo da equipe.
O episódio também reforça como o ambiente fora de campo segue influenciando a rotina das seleções no torneio. Enquanto o Egito tenta ajustar sua programação, o foco passa a ser a adaptação rápida à nova base e a resposta dentro de campo no próximo compromisso.

Enviado a 5 horas atrás
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