


Não há alternativas
A Federação de Futebol dos Estados Unidos anunciou que a premiação recebida da FIFA pela participação na Copa do Mundo será dividida igualmente entre as seleções masculina e feminina. A decisão reforça o compromisso com a igualdade de tratamento entre os dois elencos, um tema que ganha ainda mais relevância em 2026, ano em que o país será coanfitrião do Mundial.
A entidade norte-americana receberá um total de 16 milhões de dólares da FIFA, valor que corresponde a cerca de 82,5 milhões de reais na cotação atual. Conforme o acordo coletivo firmado em 2022, a Federação ficará com 20% desse montante, ou seja, 3,2 milhões de dólares (aproximadamente 16,5 milhões de reais). Os 80% restantes, equivalentes a 12,8 milhões de dólares (cerca de 66 milhões de reais), serão divididos igualmente entre as seleções masculina e feminina.
Cada uma das equipes terá direito a 6,4 milhões de dólares (cerca de 33 milhões de reais). Considerando os grupos de 26 atletas convocados para o Mundial, cada jogador e jogadora receberá cerca de 246,1 mil dólares, o que corresponde a aproximadamente 1,27 milhão de reais. Essa divisão igualitária destaca a valorização do futebol feminino nos Estados Unidos, país que tem tradição e sucesso nas duas categorias.
A medida ganha ainda mais destaque diante do calendário esportivo de 2026, que terá a Copa do Mundo realizada em solo norte-americano, canadense e mexicano. O equilíbrio na distribuição da premiação reforça o ambiente de igualdade e respeito entre as seleções, além de servir como exemplo para outras federações e para o futebol mundial.
No contexto do futebol brasileiro e internacional, a postura dos Estados Unidos pode influenciar debates sobre remuneração e reconhecimento das atletas, especialmente em um ano marcado pela atenção global ao Mundial. A divisão igualitária da premiação também pode impactar negociações futuras envolvendo jogadores e jogadoras, além de fortalecer a imagem do futebol feminino como parte essencial do esporte.
Com a proximidade da Copa do Mundo, a Federação dos Estados Unidos demonstra que a valorização das duas seleções é prioridade, o que pode contribuir para o desempenho e motivação dos atletas em busca do título em casa. A decisão também reforça a importância do diálogo e dos acordos coletivos para garantir direitos e benefícios justos no futebol.

Enviado a 2 semanas atrás
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