


Não há alternativas
O FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos estão investigando operações financeiras da Associação Argentina de Futebol (AFA), sob comando de Claudio Tapia. A apuração foca em transações feitas pela empresa TourProdEnter LLC, que atuava como agente de cobrança de contratos de patrocínio da entidade. Segundo informações, mais de US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,34 bilhão, passaram por bancos americanos como Citibank, Bank of America e JP Morgan, envolvendo valores de patrocinadores como Adidas e Warner.
A investigação teve início em 2025, após denúncia da ex-ministra argentina Patricia Bullrich. Um dos pontos que chamou atenção dos órgãos americanos foi a distribuição de aproximadamente US$ 57 milhões sem justificativa financeira clara, o que levanta suspeitas de lavagem de dinheiro ou fraude bancária. Até o momento, não há denúncia formal, mas o Departamento de Justiça avalia solicitar mais informações ao governo do presidente Javier Milei.
Claudio Tapia, presidente da AFA, e o dirigente Pablo Toviggino são os principais alvos da apuração. O caso ganha relevância no contexto do futebol sul-americano e do mercado da bola, especialmente em um ano de Copa do Mundo, quando a transparência e a gestão das entidades esportivas estão sob maior escrutínio internacional. A investigação pode impactar a imagem da AFA e influenciar negociações futuras envolvendo jogadores argentinos, que são destaque no futebol mundial e frequentemente alvo de clubes brasileiros e europeus.
O desenrolar do caso será acompanhado de perto, já que envolve grandes valores e pode afetar a credibilidade da principal entidade do futebol argentino em um momento decisivo para seleções e clubes na temporada de 2026. A expectativa agora é pela definição dos próximos passos do Departamento de Justiça dos EUA e eventuais desdobramentos jurídicos que possam surgir.

Enviado a 3 semanas atrás
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