


Não há alternativas
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, estabeleceu um prazo de 53 dias para que as 211 federações filiadas à entidade aprovem um novo modelo de financiamento da Copa do Mundo, que prevê a venda de participações nos lucros do torneio para investidores privados. A proposta, que pode impactar diretamente o calendário e o mercado da bola em 2026, ano da próxima Copa, busca garantir recursos financeiros mais robustos para o futebol mundial.
Segundo Infantino, caso as federações rejeitem o plano, poderão perder até 75% do acesso ao novo modelo de financiamento que a FIFA pretende implementar. Em contrapartida, a entidade promete liberar até 10 bilhões de dólares a partir de 1º de janeiro de 2027, além de disponibilizar até 30 milhões de libras por meio do programa FIFA Forward Enterprise, que apoia o desenvolvimento do futebol em diferentes países.
A decisão das federações é relevante para o futuro do futebol internacional, especialmente em um ano de Copa do Mundo, quando seleções e clubes brasileiros, como Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Vasco, Grêmio, Internacional, Botafogo, Atlético-MG e Fluminense, ajustam suas estratégias para o segundo semestre e o mercado da bola. A liberação de recursos pode influenciar investimentos em infraestrutura, formação de atletas e até negociações envolvendo jogadores convocáveis para a seleção brasileira e outras seleções.
O prazo definido pela FIFA reforça a urgência em definir o modelo financeiro que sustentará o futebol global nos próximos anos, com impacto direto na organização das competições, no calendário internacional e no planejamento dos clubes e seleções. A aprovação ou rejeição da proposta será acompanhada de perto por dirigentes, atletas e torcedores, que esperam por estabilidade e crescimento no esporte mais popular do mundo.

Enviado a 42 minutos atrás
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