


Não há alternativas
Helena Wenk, ponteira da seleção brasileira de vôlei, denunciou nas redes sociais uma série de ataques racistas direcionados ao seu namorado, Lucas, em seu perfil no Instagram. A atleta relatou que, com o aumento da visibilidade após suas atuações pela seleção, os comentários ofensivos cresceram significativamente, incluindo frases preconceituosas sobre a cor de pele do companheiro.
Entre os ataques, Helena destacou mensagens como “Como se casou? Esse não era tipo de homem para se casar” e “Ela tem genética intacta e vai estragar. Ao invés dos filhos nascerem noruegueses, nascerão monstros”. A jogadora afirmou que, apesar de apagarem, bloquearem e denunciarem os perfis responsáveis, os comentários continuam aparecendo diariamente, muitas vezes vindos de contas criadas exclusivamente para disseminar esse tipo de conteúdo.
A ponteira ressaltou que as críticas não se limitam à aparência, mas são claramente motivadas por racismo. Para tentar minimizar o impacto, Helena desativou os comentários em todas as suas postagens no Instagram, mas lamentou que o problema persista, evidenciando a dificuldade de combater o preconceito nas redes sociais.
Em um momento em que o esporte brasileiro ganha destaque com a proximidade da Copa do Mundo e outras competições internacionais, o caso chama atenção para a necessidade de maior conscientização e ações efetivas contra o racismo no ambiente digital. Helena pediu apoio dos seguidores para denunciar os perfis ofensivos, já que a iniciativa dela e de Lucas não tem sido suficiente para conter os ataques.
O episódio reforça a urgência de combater o racismo não apenas dentro das quadras, mas também fora delas, especialmente em plataformas que ampliam a voz dos atletas e suas famílias. A postura de Helena Wenk evidencia a luta contra o preconceito e a importância de proteger a integridade dos esportistas em todas as esferas.

Enviado a 4 semanas atrás
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