


Não há alternativas
Leila Pereira reagiu às declarações de Bap e elevou o tom na disputa que envolve o Palmeiras e a possível compra da SAF do Vasco. A presidente do clube alviverde afirmou que pode acionar judicialmente o dirigente do Flamengo caso ele continue a fazer insinuações e acusações sobre sua relação com a negociação conduzida por Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, marido de Leila.
O caso ganhou força depois de uma entrevista de Bap, na qual o dirigente rubro-negro disse que a ligação familiar entre Leila e Lamacchia poderia tornar o negócio ilegal. Segundo ele, haveria duas saídas para a operação avançar: a saída de Leila do comando do Palmeiras ou a espera pelo fim do mandato da presidente, que vai até dezembro de 2027. A fala ampliou um tema que já vinha sendo acompanhado no noticiário esportivo e empresarial, em um momento em que o mercado da bola e as movimentações fora de campo também chamam atenção no futebol brasileiro.
Leila respondeu em tom duro e negou qualquer relação com o Vasco. Em declaração enviada ao ge, ela disse que não tem “absolutamente nada a ver com o Vasco” e afirmou que Bap não vê a hora de deixá-la fora do Palmeiras. A dirigente também reforçou que seu mandato segue até dezembro de 2027 e que não aceita continuar sendo envolvida em assuntos com os quais, segundo ela, não tem relação.
A presidente do Palmeiras também criticou o fato de o dirigente do Flamengo comentar sua administração no clube paulista. Para Leila, Bap deveria tratar apenas dos interesses do Flamengo. Na avaliação dela, as declarações ultrapassam o limite da opinião e passam a configurar acusações falsas, motivo pelo qual a possibilidade de uma ação judicial foi colocada publicamente.
A negociação citada por Bap envolve Marcos Lamacchia, que está em conversas para comprar 90% da SAF do Vasco. Até aqui, o ponto central é justamente o estágio da operação: trata-se de uma negociação em andamento, e não de uma compra concluída. A discussão sobre eventual conflito de interesses passou a ocupar espaço porque a relação familiar entre os envolvidos foi usada como argumento por Bap para questionar a legalidade do negócio.
No cenário do futebol brasileiro em 2026, ano de Copa do Mundo e de forte atenção ao mercado, episódios como esse ganham repercussão porque misturam gestão, bastidores e possíveis efeitos institucionais em clubes de grande torcida. Palmeiras, Flamengo e Vasco estão entre as marcas mais observadas do país, e qualquer movimento que envolva seus dirigentes tende a ter impacto imediato no debate público.
Por enquanto, o que existe é um embate verbal entre dirigentes, com ameaça de judicialização de um lado e contestação direta do outro. A evolução do caso deve depender dos próximos passos da negociação pela SAF do Vasco e de eventual resposta formal de Bap às declarações de Leila.

Enviado a 4 dias atrás
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