


Não há alternativas
Samara Rodrigues, jogadora brasileira que atua no vôlei turco, tornou pública nesta semana sua versão sobre um caso que, segundo ela, envolve prejuízo financeiro e pode atingir mais de uma dezena de atletas do vôlei feminino e masculino. A denúncia ganhou força porque a própria atleta afirma ter comunicado a situação a José Roberto Guimarães e à CBV antes de decidir falar abertamente sobre o episódio.
No relato, Samara diz que há cerca de seis anos informou a Fernandinho que tinha aproximadamente R$ 200 mil parados e ouviu a promessa de que o valor seria aplicado com rendimento garantido. Segundo ela, essa aplicação nunca existiu. A jogadora afirma ainda que, em setembro de 2024, pediu o resgate do dinheiro, mas até agora não recebeu a quantia. Também relata que exigiu comprovantes de transferência e do suposto investimento, sem obter resposta.
A atleta sustenta que o caso não se trata de um investimento malsucedido, mas de uso indevido do dinheiro. Em sua versão, o valor teria sido gasto sem autorização, o que a levou a classificar a situação como “caso de polícia”. Samara também contou que, ao tentar comprar um imóvel, foi orientada por Fernandinho a aportar mais R$ 50 mil, sob a promessa de liberação breve do dinheiro. Ela afirma que acabou acumulando prejuízo com esse novo aporte e com o restante do contrato que assinou, incluindo prestações.
O caso chama atenção no cenário do vôlei brasileiro porque, segundo Samara, outras pessoas também teriam sido afetadas. Ela fala em mais de 12 vítimas entre atletas dos dois naipes e diz que algumas preferem não se expor publicamente. A jogadora defende que a situação seja levada adiante para evitar que novos atletas passem pelo mesmo problema.
Em ano de Copa do Mundo e de forte movimentação no esporte brasileiro, denúncias como essa ganham ainda mais repercussão por envolverem nomes conhecidos do vôlei e por colocarem em debate a segurança financeira de atletas, especialmente em um ambiente em que carreira, contratos e planejamento de futuro costumam caminhar juntos. O caso, porém, ainda depende de apuração e de eventuais desdobramentos formais para que se esclareça o alcance das acusações.
Até aqui, o que existe é o relato público de Samara Rodrigues, que afirma ter avisado a CBV e José Roberto Guimarães antes de tornar o caso conhecido. A partir daí, o próximo passo passa a ser a verificação das responsabilidades apontadas pela atleta e a eventual adoção de medidas pelas partes envolvidas.

Enviado a 4 horas atrás
Não há alternativas
Não há alternativas
Não há alternativas
