


Não há alternativas
A temporada 2026 da Liga das Nações de Vôlei (VNL) chegou ao fim para as seleções brasileiras, com resultados que refletem o desempenho histórico do país na competição desde sua criação em 2018. O levantamento detalha as campanhas dos times masculino e feminino ao longo das oito edições realizadas até o momento, evidenciando avanços e desafios para o voleibol nacional em um ano marcado pela preparação para a Copa do Mundo da modalidade.
No feminino, comandado por José Roberto Guimarães desde 2018, o Brasil manteve a tradição de figurar entre os principais times do mundo. Em 2026, a seleção terminou como vice-campeã da VNL, com 11 vitórias em 15 jogos e um aproveitamento de 73,33%. A equipe superou Japão nas quartas de final e Itália na semifinal, mas foi derrotada pela Turquia na decisão. Esse resultado mantém o time brasileiro na elite do vôlei mundial, embora ainda busque o título que escapou em diversas oportunidades recentes, como nas finais de 2019, 2021, 2022 e 2025.
Ao longo das edições, o time feminino do Brasil teve campanhas consistentes, com quatro vice-campeonatos, dois quartos lugares e um quinto lugar, demonstrando regularidade e competitividade. A sequência de finais perdidas para potências como Estados Unidos, Itália e Turquia evidencia a alta competitividade da VNL e a necessidade de ajustes para retomar o topo.
Já a seleção masculina, que passou pelo comando de Renan Dal Zotto até 2023 e está sob a direção de Bernardinho Rezende desde 2024, vive um momento de oscilação na competição. Em 2026, o time terminou na décima colocação, com 7 vitórias e 5 derrotas em 12 jogos, sendo eliminado ainda na fase classificatória. Esse desempenho representa uma queda em relação ao título conquistado em 2021, quando o Brasil teve 15 vitórias em 17 jogos e um aproveitamento de 88,23%.
Nos anos seguintes ao título, a seleção masculina enfrentou dificuldades para repetir o sucesso, com eliminações precoces em 2022, 2023 e 2024, e um terceiro lugar em 2025. A campanha de 2026 reforça a necessidade de reconstrução e ajustes táticos para o time, especialmente em um ano decisivo para o calendário internacional do vôlei, com a Copa do Mundo se aproximando.
O desempenho das seleções brasileiras na VNL 2026 reforça a importância da competição como parâmetro para o desenvolvimento técnico e estratégico das equipes em um ciclo olímpico e mundial. Para o voleibol nacional, o desafio é manter a tradição de excelência no feminino e recuperar o protagonismo no masculino, visando as principais competições internacionais do segundo semestre e o ciclo da Copa do Mundo.
A Liga das Nações segue sendo um termômetro fundamental para avaliar o nível das seleções e ajustar o planejamento para os próximos compromissos. O Brasil, com sua história rica no vôlei, busca equilibrar experiência e renovação para continuar entre os protagonistas do cenário global.

Enviado a 3 horas atrás
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