


Não há alternativas
A Seleção Brasileira feminina de vôlei tem mostrado um desempenho equilibrado e promissor na Liga das Nações 2026, competição que ganha ainda mais importância neste ano de Copa do Mundo, quando o calendário internacional exige alto rendimento e consistência das atletas. Após duas semanas de jogos, as brasileiras destacam-se tanto pelas atuações individuais quanto pela combinação entre experiência e juventude no elenco.
Julia Bergmann aparece como uma das principais pontuadoras do torneio, ocupando a quarta colocação geral com 137 pontos. A atacante mantém eficiência de 42,29% nos ataques, além de contribuir com bloqueios e saques, somando 10 pontos de bloqueio e 9 aces. Ana Cristina também se destaca, especialmente no saque, onde é a terceira melhor do torneio com 11 aces, e no ataque, com 95 pontos e 40,08% de eficiência.
Entre as jovens promessas, Helena Wenk chama atenção pela eficiência ofensiva de 44,78%, mesmo com uma pontuação total menor, o que indica potencial para crescer na competição. Julia Kudiess é outro nome relevante, sendo a segunda melhor bloqueadora da Liga, com 31 pontos nessa estatística, além de apresentar alta eficiência no ataque, com 59,78%.
A equipe ainda conta com a contribuição de Diana Duarte, que figura como a quinta melhor bloqueadora da VNL, e Luzia Nezzo, que, apesar do tempo reduzido em quadra, mantém boa presença no bloqueio. Tainara Santos, Rosamaria Montibeller e Kisy Nascimento também aparecem entre as pontuadoras, reforçando a profundidade do elenco.
No setor de levantadoras, Macris Carneiro lidera a equipe com 172 levantamentos excelentes, média de 21,5 por jogo, enquanto Roberta Ratzke soma 81 levantamentos, com média de 10,12 por set. A qualidade do passe é um dos pontos fortes da seleção, com Nyeme Costa registrando o melhor passe da competição, com 81% de recepções positivas, sendo 52,94% perfeitas.
Na defesa, Marcelle Arruda e Natinha Araújo apresentam aproveitamento elevado, com 75% e 70,83%, respectivamente, e contribuem com um número expressivo de defesas bem-sucedidas, fundamentais para a sustentação do time em momentos decisivos.
O desempenho da Seleção Brasileira na Liga das Nações 2026 é um indicativo importante para o segundo semestre, período que inclui a preparação para a Copa do Mundo. A mescla entre atletas experientes e jovens talentos pode ser decisiva para o Brasil manter a competitividade no cenário internacional e ajustar o time para os desafios que virão.
As estatísticas detalhadas, fornecidas pela FIVB e Volleystation, reforçam a análise técnica do time, que segue em busca de evolução coletiva e individual na competição. A atenção agora se volta para as próximas fases da Liga das Nações, que servirão como termômetro para o desempenho brasileiro na temporada decisiva do vôlei mundial.

Enviado a 3 semanas atrás
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