


Não há alternativas
Achraf Hakimi, capitão da seleção do Marrocos na Copa, vai a julgamento na França em um caso de acusação de estupro que tramita desde 2023. A decisão foi confirmada por uma corte de apelação francesa e mantém o lateral do Paris Saint-Germain no centro de um processo que ele nega.
O caso ganhou novo capítulo nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, quando a Justiça francesa entendeu que há elementos suficientes para levar o jogador a julgamento. Hakimi havia recorrido de uma decisão anterior de um juiz de instrução, mas o recurso não alterou o andamento do processo. A acusação foi apresentada por uma mulher de 24 anos, que afirmou ter sido estuprada na casa do atleta, em um subúrbio de Paris.
A situação tem peso esportivo e jurídico porque Hakimi é um dos nomes mais conhecidos do futebol africano e europeu, além de peça importante da seleção marroquina. A confirmação do julgamento ocorre em meio à participação do Marrocos na Copa, o que amplia a repercussão do caso dentro e fora de campo. O jogador, por sua vez, sustenta que não cometeu crime e já vinha negando as acusações desde o início da investigação.
O processo começou em março de 2023, quando a denúncia levou à abertura de apuração formal pelas autoridades francesas. Desde então, o caso passou por diferentes etapas da Justiça, incluindo análise de provas, depoimentos e decisões de magistrados responsáveis pela instrução. A confirmação do julgamento não significa condenação, mas indica que o tribunal considerou haver base suficiente para que a acusação seja examinada em audiência.
A defesa de Hakimi tem insistido na tese de inocência e tenta afastar a interpretação de que a fama do atleta teria influenciado o andamento do caso. Em manifestação pública recente, o jogador afirmou se sentir alvo fácil por ser conhecido internacionalmente. Já a representante da denunciante disse que a decisão judicial traz alívio após anos de tramitação e abre espaço para que o caso seja ouvido em julgamento.
No futebol, a notícia adiciona pressão a um dos principais defensores da seleção marroquina e do Paris Saint-Germain. Hakimi, de 26 anos, é titular frequente e figura central no lado direito do campo, com papel relevante tanto na marcação quanto na construção ofensiva. Qualquer desdobramento judicial tende a acompanhar a carreira do atleta nos próximos meses, embora o processo siga em curso e ainda dependa das etapas formais da Justiça francesa.
Até aqui, o ponto mais importante é que a corte francesa não encerrou a discussão, mas decidiu levar a acusação adiante. Em casos desse tipo, o julgamento é justamente a fase em que acusação e defesa apresentam seus argumentos de forma pública, com análise mais ampla das provas reunidas ao longo da investigação. Para Hakimi, isso significa entrar em uma etapa decisiva de um processo que já se arrasta há mais de três anos.
A repercussão também alcança o ambiente do futebol internacional, onde casos envolvendo atletas de elite costumam gerar atenção imediata. Ainda assim, autoridades e veículos que acompanham o processo têm tratado o episódio com cautela, já que a presunção de inocência continua valendo até eventual decisão final. Por enquanto, o que existe é a confirmação de que o jogador será julgado na França e terá de responder formalmente às acusações diante da Justiça.

Enviado a 17 minutos atrás
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