


Não há alternativas
As ações da Alpargatas, companhia responsável pela marca Havaianas, apresentaram uma recuperação significativa nesta terça-feira, após uma queda acentuada no dia anterior em meio a uma polêmica nas redes sociais. Até as 16h44, as ações preferenciais (ALPA4) subiam 3,93%, alcançando R$ 11,89, enquanto as ordinárias (ALPA3) tiveram um incremento de 5,56%, cotadas a R$ 10,64. Esse movimento foi interpretado como uma reação do mercado às críticas e ao boicote promovido pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se manifestou negativamente sobre uma nova campanha publicitária lançada pela marca.
No dia anterior, as ações da Alpargatas registraram uma queda de 2,39% para as preferenciais, fechando a R$ 11,44, e uma desvalorização de 1,66% para as ordinárias, com o preço de R$ 10,08. Essa retração resultou em uma diminuição de aproximadamente R$ 152 milhões no valor de mercado da empresa, conforme informações da Elos Ayta Consultoria. Tal contexto financeiro evidenciou a tensão criada pela campanha de fim de ano da Havaianas, que provocou reações adversas entre setores da direita.
Com a recuperação das ações nesta terça-feira, os papéis da Alpargatas voltam a operar em níveis semelhantes aos do pregão anterior, antes do início da polêmica, quando os ordinários estavam avaliados em R$ 10,25 e os preferenciais em R$ 11,72. A volatilidade nas ações e as reações sociais geradas pela publicidade da marca ressaltam a importância do debate sobre a liberdade de expressão no marketing e seu impacto no valor das empresas.
A notícia destaca não apenas o desempenho econômico da Alpargatas, mas também o efeito que uma movimentação política pode ter sobre o mercado, refletindo as complexas relações entre marcas, reputação e posicionamentos ideológicos. Tal situação levanta questões sobre como as empresas navegam em um ambiente social e político cada vez mais polarizado.

Enviado a 7 meses atrás
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