


Não há alternativas
Um estudo que analisou 29.754 ações listadas nos Estados Unidos entre 1926 e 2025 revelou que apenas 4% dessas empresas foram responsáveis por praticamente toda a criação de riqueza no mercado acionário, totalizando US$ 90,96 trilhões em valor para os acionistas. Esse grupo restrito, formado por 1.082 companhias, concentrou quase toda a valorização, enquanto os outros 96% das ações praticamente não geraram riqueza.
A pesquisa também mostra que o desempenho médio das ações foi negativo, com uma perda de 6,87%, e que 59% das empresas destruíram valor para seus investidores. Apenas 41% conseguiram superar o rendimento dos títulos do Tesouro americano, considerados investimentos de baixo risco.
Entre as maiores geradoras de riqueza estão gigantes da tecnologia, como Apple, Nvidia, Microsoft, Alphabet e Amazon. Apple e Nvidia, juntas, foram responsáveis por 10,6% de toda a riqueza criada desde 1926, com valores que ultrapassam US$ 5 trilhões e US$ 4,5 trilhões, respectivamente. Essa concentração de valor em poucas empresas tem aumentado ao longo do tempo: em 2016, eram necessárias 89 companhias para representar metade da riqueza total do mercado, número que caiu para 46 atualmente.
O estudo destaca que o crescimento e o retorno de longo prazo do mercado acionário sempre foram impulsionados por um grupo seleto de vencedores, mas o que mudou é o grau de concentração desses players. Essa dinâmica reforça a importância de identificar empresas com potencial de liderança e inovação para quem investe no mercado de ações.

Enviado a 2 dias atrás
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