


Não há alternativas
A recente derrota do partido Fidesz, liderado por Viktor Orbán, nas eleições na Hungria, representa um importante revés geopolítico para Israel. A mudança no cenário político, que encerra 16 anos de um governo ultranacionalista, compromete o suporte de Budapeste, historicamente aliado de Israel na União Europeia, no bloqueio a sanções contra o país.
Durante seu governo, Orbán estabeleceu uma relação próxima com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que foi crucial para garantir que a Hungria vetasse resoluções da UE que impusessem sanções aos colonos israelenses na Cisjordânia ou exigissem cessar-fogo em Gaza. Dada a necessidade de consenso entre os 27 estados membros da União Europeia para a aprovação de medidas de política externa, a perda desse suporte pode dificultar a proteção de Israel em instâncias futuras.
Com a mudança de governo na Hungria, Netanyahu agora se volta para a República Tcheca, buscando consolidar um novo aliado no leste europeu. Hoje, o ministro das Relações Exteriores tcheco, Petr Macinka, foi recebido por Netanyahu em Jerusalém. Desde as eleições de 2025, a República Tcheca é governada pelo partido de extrema-direita ANO, que se demonstra favorável a Israel, além de apoiar o reconhecimento de Jerusalém como a capital do Estado hebreu.
Essa nova aliança pode ter impactos significativos nas dinâmicas de poder dentro da União Europeia, especialmente em questões relacionadas ao Oriente Médio. A expectativa agora é que a postura da República Tcheca possa ajudar a Israel a enfrentar novos desafios diplomáticos e a bloquear movimentos que visem sanções ou resoluções desfavoráveis na arena europeia.

Enviado a 3 meses atrás
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