


Não há alternativas
A Apple apresentou o Siri AI na WWDC 2026, quase dois anos depois de anunciar pela primeira vez seus planos para uma assistente com inteligência artificial. A nova versão combina modelos do Google Gemini com os sistemas próprios da Apple e marca a entrada mais agressiva da companhia na disputa por assistentes de IA mais capazes.
Segundo a empresa, o Siri AI consegue entender contexto entre aplicativos, buscar informações em e-mails, acessar conteúdos exibidos na tela, ajudar na redação de textos, criar álbuns de fotos a partir de comandos e editar imagens com linguagem natural. A Apple também lançou o Siri AI como um aplicativo independente, numa sinalização de que o uso de assistentes conversacionais já mudou e passou a exigir uma experiência mais próxima de ferramentas como o ChatGPT.
A distribuição inicial inclui iPhone 15 Pro e modelos mais novos, além de iPads e Macs com chips M1 ou posteriores. Parte das funções terá limites de uso, enquanto o acesso ampliado estará incluído em vários planos do iCloud+. Estimativas de analistas indicam que os serviços de IA podem adicionar até US$ 15 bilhões por ano à receita da Apple, embora esse número represente projeção de mercado, e não resultado confirmado pela companhia.
O lançamento também ajuda a recolocar a Apple no centro da corrida por produtos de IA voltados ao consumidor final. A empresa havia prometido uma Siri com inteligência artificial em 2024, e a demora aumentou a pressão sobre a companhia para entregar uma versão que realmente amplie a utilidade do assistente no dia a dia.
Agora, a principal questão passa a ser a execução. Depois de um anúncio aguardado por tanto tempo, o Siri AI chega com a tarefa de provar que pode competir em relevância, precisão e integração com o ecossistema da Apple, em um mercado em que assistentes de IA deixaram de ser promessa e passaram a ser parte da estratégia das grandes plataformas de tecnologia.

Enviado a 1 semana atrás
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