


Não há alternativas
O Banco Master, sob a gestão de Daniel Vorcaro, está no centro de controvérsias envolvendo repasses milionários a políticos e ex-ministros, conforme revelam documentos da Receita Federal. As informações foram apresentadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e destacam transações significativas que levantam suspeitas sobre a motivação e a legalidade dos pagamentos.
Entre os valores mais expressivos, destaca-se o recebimento de aproximadamente R$ 10 milhões pelo escritório do ex-presidente Michel Temer (MDB) em 2025. Além disso, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, também está entre os beneficiários, com transações estimadas em R$ 6,4 milhões realizadas em 2023. A lista de favorecidos ainda inclui uma empresa de consultoria associada a ACM Neto, que somou R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025, e o escritório do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que recebeu R$ 5,93 milhões no mesmo intervalo.
Os documentos revelam também pagamentos a empresas e estruturas relacionadas à família do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), além de repasses vinculados a figuras como Guido Mantega, Fabio Wajngarten e Henrique Meirelles.
Essas revelações fazem parte de investigações que estão em andamento e, até o momento, não há uma conclusão oficial sobre a existência de irregularidades nos repasses. A CPI continua a apurar os dados e a discussão sobre a transparência e a ética nas relações financeiras entre instituições bancárias e a política brasileira se intensifica à medida que novos desdobramentos surgem.

Enviado a 4 meses atrás
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