


Não há alternativas
A GDA Luma assinou um acordo vinculante e avançou para se tornar a nova dona da SAF do Botafogo, em um movimento que pode mudar de vez o cenário societário do clube alvinegro. A proposta prevê um valor total de 105 milhões de dólares, o equivalente a R$ 525 milhões, mas parte desse montante será abatida por causa de um empréstimo já existente, o que reduz o aporte efetivo para US$ 80 milhões, cerca de R$ 400 milhões.
Na prática, o próximo passo é a negociação entre Botafogo e Lyon para tratar da dívida ligada ao caixa único da Eagle. Essa é a principal pendência antes da conclusão da transição, que ainda depende de ajustes entre as partes envolvidas na operação.
Depois dessa etapa, a tendência é que a Eagle abra mão das ações da SAF para que elas sejam transferidas à GDA Luma. A partir daí, as conversas devem avançar para um acordo mais amplo, com todos os envolvidos, o que abriria caminho para o fim das disputas judiciais que cercam a estrutura do clube.
Internamente, a avaliação é de que o diálogo segue em tom positivo, embora ainda exista negociação em torno dos valores que caberão ao Lyon. Em meio a esse processo, os dirigentes trabalham com a expectativa de concluir toda a transição até o fim da Copa do Mundo, prazo que passou a ser tratado como referência para o desfecho da operação.
Para o torcedor do Botafogo, o tema é decisivo porque envolve diretamente o futuro da SAF, a estabilidade da gestão e a capacidade de planejamento para o restante da temporada. Em um ano em que a Copa do Mundo também domina o noticiário esportivo, qualquer movimento estrutural em um clube de peso como o Botafogo ganha ainda mais relevância no cenário do futebol brasileiro.

Enviado a 2 meses atrás
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