


Não há alternativas
O Brasil registrou em 2024 a menor taxa de mortalidade infantil das últimas três décadas e meia, conforme aponta o relatório Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil, elaborado pelo Grupo Interagencial das Nações Unidas para Estimativas de Mortalidade Infantil. O estudo revela que, em 1990, 25 crianças a cada mil nascidas faleciam antes de completar 28 dias, enquanto em 2024 essa cifra caiu para sete mortes para cada mil nascidos vivos.
Além das estatísticas referentes ao período neonatal, o relatório também destaca a melhora nos índices de mortalidade infantil entre crianças de 1 a 59 meses. Em 1990, 38 a cada mil não chegavam ao quinto aniversário, número que diminuiu para sete em 2024. Essa redução significativa indica avanços em áreas como saúde pública, acesso a cuidados médicos e melhorias nas condições de vida.
Entretanto, o estudo aponta que o ritmo de queda dessas taxas vem desacelerando nos últimos anos. Entre 2000 e 2009, a mortalidade de crianças com até cinco anos apresentava uma redução média de 6,33% ao ano. De 2010 a 2024, essa porcentagem caiu para apenas 1,92% ao ano, o que levanta preocupações sobre os desafios ainda existentes no sistema de saúde, especialmente em regiões mais vulneráveis.
Esses dados são cruciais para entender a evolução da saúde infantil no Brasil e a necessidade de políticas mais eficazes. A desaceleração da queda na mortalidade infantil pode indicar que, apesar dos avanços, ainda há muito trabalho a ser feito para garantir que todos os cidadãos tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade e possam desfrutar de um desenvolvimento saudável desde os primeiros dias de vida. A relevância desse tema perpassa a discussão sobre prioridades na saúde pública e o compromisso governamental em enfrentar as desigualdades que persistem.

Enviado a 3 meses atrás
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