


Não há alternativas
A pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mudou o desenho da disputa pelo Governo de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra, do PSD, aparece com 48% das intenções de voto no primeiro turno e abriu vantagem sobre o prefeito do Recife, João Campos, do PSB, que tem 43%.
O levantamento foi encomendado pela TV Tribuna e realizado entre os dias 25 e 27 de maio. O registro na Justiça Eleitoral indica o número PE-07888/2026. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os dois principais nomes em uma faixa de disputa ainda apertada, embora com vantagem numérica para a governadora.
Na comparação com a pesquisa anterior, o movimento foi expressivo. Raquel Lyra subiu dez pontos, enquanto João Campos recuou sete. O resultado indica uma inversão em relação ao cenário mostrado no levantamento de abril, quando o prefeito aparecia na frente. Agora, a governadora passa a liderar a corrida estadual em um momento em que a eleição ainda está em fase de consolidação de nomes e alianças.
Além dos dois principais adversários, o levantamento também mediu o desempenho de Ivan Moraes, do PSOL, que aparece com 2%. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 4%, enquanto 2% disseram não saber ou preferiram não responder. Esses números ajudam a dimensionar o espaço ocupado pelos candidatos fora do bloco principal, mas também mostram que a disputa segue concentrada entre Raquel e João.
A pesquisa ganha peso porque Pernambuco é um dos estados mais observados na disputa de 2026, tanto pelo tamanho do eleitorado quanto pela presença de dois nomes já conhecidos do público. Raquel Lyra tenta consolidar a imagem de governadora em exercício, enquanto João Campos, que deixou a prefeitura do Recife, busca transformar sua projeção política na capital em vantagem estadual.
O contraste com o levantamento anterior reforça a volatilidade do cenário. Em abril, João Campos liderava com folga, e Raquel aparecia atrás. Agora, a diferença se inverteu. Em disputas desse tipo, oscilações entre pesquisas podem refletir movimentos de campanha, exposição pública, avaliação de gestão e capacidade de transferência de apoio político, embora cada levantamento capture apenas a fotografia do momento em que foi feito.
A margem de erro também precisa ser considerada na leitura dos números. Como a diferença entre os dois principais nomes é de cinco pontos, o quadro ainda não permite falar em definição da disputa. Na prática, o resultado indica vantagem para Raquel Lyra, mas não elimina a possibilidade de nova mudança nas próximas rodadas de pesquisa, especialmente se houver novos eventos políticos, alianças ou mudanças na percepção do eleitorado.
O levantamento foi feito com eleitores de diferentes municípios pernambucanos e segue o padrão de pesquisas eleitorais registradas na Justiça Eleitoral. Esse tipo de sondagem costuma ser acompanhado de perto por partidos, equipes de campanha e analistas políticos porque ajuda a medir tendências, testar nomes e avaliar o impacto de ações públicas e articulações partidárias.
Para o eleitor, o dado mais relevante neste momento é que a disputa em Pernambuco deixou de mostrar apenas uma liderança confortável de João Campos e passou a exibir uma reação de Raquel Lyra. Isso não encerra a corrida, mas altera o tom da pré-campanha e deve influenciar os próximos movimentos dos dois grupos políticos.
Com a eleição ainda distante, o cenário continua aberto. O que a nova pesquisa mostra, por enquanto, é uma disputa mais equilibrada do que a observada no mês anterior, com a governadora em vantagem e o prefeito do Recife pressionado a recuperar terreno.

Enviado a 2 meses atrás
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