


Não há alternativas
Dezenas de consumidores denunciaram nas redes sociais uma suposta prática abusiva em um estande de venda de doces na Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), evento que acontece até o próximo domingo (19) no Cariri cearense. O caso, conhecido como “Golpe do Doce”, envolve a comercialização de produtos da Doceria Deleites, empresa de Minas Gerais presente na feira.
Segundo relatos de clientes, o estande informa o preço de R$ 19,90 a cada 100 gramas do doce, mas não esclarece claramente o peso das fatias vendidas. O procedimento consiste em o consumidor escolher o tamanho da fatia, que é então pesada para definir o valor final. Muitos compradores afirmam que, ao receber o preço total, perceberam que o custo ficou muito acima do esperado, já que não tinham noção da gramatura exata ao escolher o pedaço. Em algumas situações, ao tentarem desistir da compra, os clientes relatam ter sido constrangidos a levar o produto, mesmo considerando o valor abusivo.
A Doceria Deleites negou que a prática configurasse golpe ou enganação. A empresa justificou que, após o cliente definir e retirar a fatia do doce, aquela parte do produto não pode ser reaproveitada, o que justificaria a cobrança pelo peso exato da porção escolhida.
O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) realizou uma fiscalização no estande na quinta-feira (16) e identificou práticas consideradas abusivas contra os consumidores. Como resultado, o órgão notificou a empresa para que realize as adequações necessárias, sob risco de interdição do espaço na Expocrato.
Entre as denúncias mais divulgadas está a do empresário Breno de Freitas, que relatou ter sido atraído pela simpatia do vendedor, mas se surpreendeu com o valor cobrado. Ele contou que dois pedaços de doce pesaram mais de 500 gramas, totalizando R$ 117. Ao manifestar a intenção de ficar apenas com um dos sabores, Breno afirma ter sido constrangido pelo funcionário responsável pela pesagem, que teria afirmado que o cliente é obrigado a levar o que foi pesado, já que o serviço é self-service.
O episódio gerou repercussão entre os frequentadores da Expocrato e reforça a importância da fiscalização e da transparência nas relações de consumo durante eventos desse porte. O caso segue sob acompanhamento do Decon, que deve monitorar o cumprimento das exigências feitas à doceria para garantir os direitos dos consumidores.

Enviado a 2 dias atrás
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