


Não há alternativas
O desembargador Magid Nauef Lauar, integrante do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), está enfrentando novas acusações de assédio e abuso sexual. As denúncias surgiram no contexto da recente polêmica gerada por uma decisão do magistrado que absolveu um indivíduo acusado de estuprar uma menina de 12 anos. Nesta terça-feira, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou a coleta de depoimentos de supostas vítimas, incluindo um sobrinho do desembargador, que relatou ter sofrido uma tentativa de abuso aos 14 anos.
Um dos relatos mais impactantes vem de uma advogada que, por motivos de segurança, optou por não se identificar. Ela declara ter sido vítima do desembargador na década de 1990, quando era estagiária em seu gabinete em Ouro Preto. A mulher narra um episódio em que Lauar a convidou para um almoço e, em seguida, a encurralou contra a parede, passando a mão em sua perna e beijando-a sem consentimento. Ela expressou seus sentimentos de desconforto, revelando a experiência como invasiva e constrangedora.
A Corregedoria do CNJ está na fase de coleta de depoimentos essenciais para a investigação sobre a conduta do desembargador. Além do sobrinho, há pelo menos três outros denunciantes que relataram experiências relacionadas a pedofilia, violência e assédio sexual. Esses depoimentos são considerados cruciais para o andamento do processo.
As alegações contra Lauar levantam questões significativas sobre a ética e a responsabilidade de autoridades judiciais, especialmente em um contexto onde a proteção de indivíduos vulneráveis é de extrema importância. O desdobramento dessa investigação pode não apenas impactar a carreira do desembargador, mas também influenciar a percepção pública sobre a integridade do sistema judiciário em Minas Gerais e no Brasil.

Enviado a 3 meses atrás
Não há alternativas
Não há alternativas
Não há alternativas
