


Não há alternativas
Uma pesquisa realizada pelo PoderData entre 21 e 23 de março de 2026 revela que 61% dos brasileiros desaprovam o desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse é o maior índice de desaprovação registrado desde março de 2024. Atualmente, a aprovação pessoal do presidente é de apenas 31%, refletindo uma insatisfação crescente em relação à sua gestão.
Além da percepção pessoal sobre Lula, a avaliação do governo federal também demonstra um cenário negativo. Segundo a pesquisa, 57% dos entrevistados desaprovam a administração, enquanto 37% expressam apoio. A pesquisa, que inclui 2.500 entrevistas em 132 municípios de todas as 27 unidades federativas, aponta que o gap entre aprovação e desaprovação evoluiu de 11 para 30 pontos percentuais nos últimos dois anos, evidenciando uma deterioração significativa na percepção pública sobre a gestão atual.
O estudo também compara a popularidade do governo Lula com a do antecessor, Jair Bolsonaro. A análise mostra que 42% dos entrevistados preferem a administração de Bolsonaro, enquanto apenas 32% consideram a gestão de Lula superior. Essa avaliação revela uma mudança nas preferências políticas e nas expectativas da população, que parece mais propensa a avaliar criticamente o governo atual.
Ao considerar a aprovação por regiões, o levantamento destaca que o Norte e o Nordeste apresentam os maiores índices de aprovação, com 39% e 40%, respectivamente. Em contrapartida, as regiões Sul e Centro-Oeste registram as taxas mais altas de desaprovação, ambas alcançando 68%. A pesquisa tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais, o que reforça a necessidade de atenção às diferentes percepções regionais.
O cenário de descontentamento com a administração de Lula pode ter implicações significativas para o governo, especialmente com as eleições municipais se aproximando. Os próximos meses serão cruciais para a administração e seus esforços em reconquistar a confiança da população, que tem mostrado um crescente ceticismo em relação à gestão atual. A continuidade desse desdobramento pode influenciar as estratégias políticas de Lula, além de repercutir nas articulações para o futuro do país.

Enviado a 4 meses atrás
Não há alternativas
Não há alternativas
Não há alternativas
