


Não há alternativas
A pressão e a incerteza são parte do cotidiano dos árbitros no futebol brasileiro, que enfrentam desafios na busca por uma profissionalização sólida.
Um exemplo disso é Davi Lacerda, que trabalha como gerente em uma serralheria no Espírito Santo. Ele recebe R$ 5.250 por cada partida que apita, mas essa renda é unpredictable, dado que não existe uma escala fixa. A única segurança financeira vem de seu emprego oficial, com carteira assinada na serralheria. Além disso, Davi não faz parte do seleto grupo de árbitros da FIFA, cuja remuneração é superior.
Davi arca com os custos de sua própria equipe, incluindo fisioterapeuta, nutrólogo e preparador físico, na esperança de um dia se dedicar exclusivamente à arbitragem. Ele mantém uma reserva financeira, direcionando todos os honorários da arbitragem para esse “pé de meia”, enquanto a serralheria garante seu sustento.
“Não conto com o dinheiro da arbitragem”, afirma Davi, ressaltando a imprevisibilidade dessa profissão.
Na questão da preparação, o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima compartilha que para se manter em forma, ele corre em campos públicos, que muitas vezes não oferecem as melhores condições. Para aprimorar suas habilidades, ele também participa de jogos informais com amigos em Recife.
“Peço ao grupo para apitar, pois isso ajuda a manter o lado cognitivo em atividade, ao treinar realmente com jogadores”, explica Rodrigo.

Enviado a 10 meses atrás
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