


Não há alternativas
Presas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal denunciam a presença de homens cisgêneros em celas destinadas a mulheres. A situação, segundo relatos, tem gerado perda de privacidade e uma sensação constante de insegurança entre as detentas.
As denúncias foram trazidas à tona através de cartas escritas por internas, que expressaram seu desconforto com a situação, destacando episódios de constrangimento e a possibilidade de assédios. As informações revelam que o número de pessoas que se autodeclaram como mulheres trans na unidade cresceu significativamente nos últimos anos, passando de 19 em 2023 para 86 em 2024. Desses, 85 teriam feito a autodeclaração após o início de processos judiciais. Atualmente, há também 155 presos do sexo masculino, somando-se detentos em regime semiaberto e da ala psiquiátrica. Este número representa cerca de 13% da população carcerária da unidade, que abriga um total de 644 mulheres.
As servidora também manifestaram preocupações sobre a segurança, relatando riscos em situações de contenção e a necessidade de apoio durante o manejo dos detentos. A questão traz à tona debates sobre políticas penitenciárias e a segurança das mulheres encarceradas, levantando preocupações sobre como a legislação e as práticas atuais estão atendendo às necessidades de proteção e privacidade das detentas.
Este caso traz à frente a complexa discussão sobre identidade de gênero nas prisões e os desafios enfrentados tanto por internos quanto por funcionários no contexto prisional. O que ocorre na Colmeia pode ter implicações mais amplas sobre a forma como as instituições estão lidando com essas questões e a segurança de todos os envolvidos.

Enviado a 5 meses atrás
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