


Não há alternativas
A Escola Afro-brasileira Maria Felipa, a primeira instituição de educação infantil registrada no Ministério da Educação com foco antirracista, anunciou o encerramento de suas atividades em Salvador, Bahia. Após nove anos de funcionamento, as fundadoras Bárbara Carine e Maju Passos explicaram que o fechamento foi determinado por dificuldades financeiras, tendo sido investidos mais de R$ 1 milhão em recursos próprios ao longo da jornada da escola.
Fundada com o objetivo de proporcionar uma educação decolonial e trilíngue, que inclui o ensino de português, inglês e Libras, a escola homenageava Maria Felipa, uma importante figura na luta pela liberdade da população negra no Brasil. A instituição era vista como um “quilombo educacional”, simbolizando um espaço de resistência e valorização da cultura afro-brasileira.
Embora a unidade de Salvador seja encerrada, a escola continuará suas atividades no Rio de Janeiro, onde o projeto tem experimentado um crescimento significativo, com o número de matrículas quadruplicando em apenas um ano. Em parceria com a atriz Leandra Leal, a unidade carioca se apresenta como uma alternativa promissora.
As fundadoras da Escola Afro-brasileira Maria Felipa manifestaram gratidão à comunidade escolar de Salvador e deixaram em aberto a possibilidade de um retorno futuro à capital baiana, caso haja condições mais favoráveis. O fechamento da escola em Salvador destaca os desafios enfrentados por iniciativas educacionais que buscam promover uma abordagem inclusiva e antirracista, refletindo as dificuldades em garantir a sustentabilidade de projetos que atuam em áreas de importante relevância social.

Enviado a 7 meses atrás
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