


Não há alternativas
A viúva do empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, contesta a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a morte de seu marido, ocorrida durante uma tentativa de assalto no Butantã, zona oeste de São Paulo, no último sábado, 28 de março de 2026. Segundo a PM, houve uma troca de tiros, mas a esposa alega que um policial à paisana confundiu Celso com um assaltante e disparou contra ele, atingindo-o na nuca e nas costas sem qualquer confronto.
O incidente se deu quando o casal voltava de motocicleta de um almoço, momento em que foram abordados por dois ladrões. O policial, identificado como tendo 27 anos, interveio e acertou Celso, além de um dos assaltantes, que também faleceu no local. Um segundo ladrão conseguiu fugir. Após prestar socorro aos envolvidos, o policial foi liberado após o pagamento de fiança, e as armas utilizadas na ação foram apreendidas para perícia.
O caso foi registrado como homicídio culposo e morte decorrente de intervenção policial. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Corregedoria da PM estão investigando as circunstâncias do acontecimento. A discordância entre os relatos da polícia e da esposa ressalta a complexidade das situações de intervenção policial, frequentemente repletas de questionamentos sobre a legalidade e a ética do uso da força.
Esse desdobramento acende um debate importante sobre a atuação das forças de segurança e a necessidade de exames rigorosos sobre as ações policiais em situações de conflito. A apuração continua, e a relevância desse caso poderá impactar as discussões sobre segurança pública e direitos civis na cidade.

Enviado a 3 meses atrás
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