


Não há alternativas
Michael Parenti, um influente teórico marxista, faleceu no último sábado, aos 92 anos, após enfrentamentos de saúde prolongados. A confirmação da morte foi feita por seu filho, Christian Parenti, também jornalista.
Nascido em Nova York em 1933, Parenti formou-se em história e ao longo de sua carreira acadêmica, que se estendeu por mais de seis décadas, publicou 23 livros. Seu trabalho abrangeu temas como imperialismo e o papel da mídia na formação de narrativas em contextos políticos e militares. Parenti foi um dos principais contribuintes para o conceito de “consenso manufaturado” proposto por Noam Chomsky, destacando como a mídia influencia a percepção pública sobre intervenções militares dos Estados Unidos.
O intelectual também abordou criticamente a expropriação de recursos do Sul Global, argumentando que essa dinâmica é central para a economia das nações ocidentais. Seu trabalho inclui análises sobre as causas do colapso da União Soviética e ele tentou se eleger ao Senado em Vermont pelo Partido Socialista, em 1974, conseguindo 7% dos votos, o que é considerado expressivo para um candidato fora do tradicional sistema bipartidário dos Estados Unidos.
Apesar de suas contribuições significativas, Parenti foi uma figura controversa. Ele minimizou os crimes atribuídos a Slobodan Milošević durante a dissolução da Iugoslávia, sugerindo que eram parte de uma narrativa imperialista contra a Sérvia. Este posicionamento resultou em uma ruptura com Bernie Sanders, que apoiou bombardeios a Belgrado em 1999, culminando em um desentendimento entre os dois.
A morte de Michael Parenti deixa um legado complexo, refletindo suas ideias provocadoras sobre a política e o papel da mídia. Sua obra continuará a ser debatida em círculos acadêmicos e políticos, acrescentando riqueza ao discurso sobre imperialismo e narrativas históricas.

Enviado a 6 meses atrás
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