


Não há alternativas
Os Estados Unidos e a Rússia se encontram em uma nova fase em suas relações nucleares após o término do tratado New START, que havia limitados os arsenais nucleares das duas potências. O pacto, assinado em 2010 e que trouxe continuidade desde 1972, expirou sem uma nova renovação, liberando ambos os países de restrições formais sobre a ampliação de suas capacidades nucleares.
O tratato New START impunha limites ao número de ogivas nucleares e previa inspeções mútuas para garantir conformidade. Entretanto, as inspeções foram suspensas pela Rússia após a invasão da Ucrânia, em um sinal de deterioração nas relações entre os dois países. A situação atual levanta preocupações entre especialistas sobre os riscos de uma nova corrida armamentista, já que agora não há acordos que regulem o desenvolvimento ou o número de armas nucleares.
O ex-presidente Donald Trump manifestou, em ocasiões anteriores, seu desejo de negociar um novo tratado nuclear. Contudo, não há indicações claras sobre iniciativas concretas nesse sentido por parte da administração atual, o que contribui para a incerteza global em relação à segurança nuclear.
O colapso do New START, que foi um pilar importante na gestão da proliferação nuclear, pode ter repercussões significativas para a estabilidade internacional, ao aumentar as tensões entre as potências nucleares e potencialmente incentivando outros países a expandir seus próprios arsenais nucleares. Diante desse cenário, a comunidade internacional observa de perto os próximos passos de ambos os países, temendo que a falta de limitações possa provocar um aumento de hostilidades e instabilidade global.

Enviado a 6 meses atrás
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