


Não há alternativas
Nota Adicional:
É fundamental ressaltar que, caso o Flamengo realmente tenha a intenção de estabelecer um diálogo para chegar a um consenso ou tenha confiança na sua posição, a instituição não recorreria a medidas liminares. O apropriado seria discutir o que é justo através de mediação ou arbitragem. Por que estamos elucidando tais incertezas por meio de comunicados à imprensa, em vez de fazê-lo em um ambiente técnico dentro da própria Libra? Por que o Flamengo optou por essa abordagem em vez de manter o diálogo internamente?
As ações do Flamengo indicam que há objetivos mais profundos por trás de suas decisões. Questionar e distorcer informações para obter apoio midiático, fundamentado na desinformação, é uma tentativa de criar uma realidade alternativa, imposta economicamente, sem embasamento coletivo. Essa abordagem é antiquada e isolada. Iniciativas como a Libra e a LFU ou a formação de uma liga visam exatamente o que o Flamengo parece contestar: a coletividade nas negociações de direitos, o aumento de valor e receitas, bem como o aprimoramento da qualidade do produto e sua internacionalização.
Quando os clubes atuam juntos, seu valor é multiplicado; quando agem isoladamente, não apenas perdem valor, mas também comprometem toda a cadeia de negócios que envolve o futebol. Em vez de estarmos focados no futuro do futebol nacional, nos tornamos reféns de uma discussão desgastante sobre quem recebe mais, enquanto questões realmente relevantes ficam em segundo plano.
A LiBRA mantém um profundo respeito pelo Flamengo, por sua história admirável, suas conquistas e, principalmente, por seus torcedores — estes que merecem um futebol brasileiro que o clube se recusa a ajudar a construir. Todavia, esse respeito se estende também a todos os outros membros, a todos os clubes do Brasil e aos milhões de torcedores apaixonados por futebol.
É importante lembrar que o futebol brasileiro não pertence a uma única entidade; pertence a milhões.

Enviado a 10 meses atrás
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