


Não há alternativas
O Flamengo teve no Maracanã, pela Libertadores, o seu pior público em 16 anos, em um cenário marcado por setores fechados e protestos. Na vitória por 3 a 0 sobre o Cusco, 32.497 torcedores pagaram ingresso para acompanhar a partida, número que chamou atenção pela distância em relação a outras noites recentes do clube.
Por conta da baixa demanda, a diretoria voltou a fechar alguns setores do estádio, como Leste Superior e Sul Superior. A medida reforça o momento de atenção em torno da presença de público, especialmente em jogos continentais, que costumam ter peso maior para o torcedor rubro-negro.
A última vez que o Flamengo havia registrado um público tão baixo na Libertadores foi em 2010, quando 27.513 torcedores pagaram para ver a vitória sobre o Caracas. A comparação, porém, desconsidera partidas disputadas em meio à pandemia da Covid-19, jogos sem liberação total de arquibancada após o retorno do público, confrontos com portões fechados em 2018 e partidas realizadas fora do Maracanã, como no Nilton Santos e no Mané Garrincha.
Mesmo com a vitória em campo, o dado de bilheteria expõe um contraste importante entre o tamanho da competição e a resposta das arquibancadas. Em um clube acostumado a grandes públicos, qualquer queda mais forte de presença no estádio acaba ganhando leitura imediata sobre momento, expectativa e relação com a torcida.
Para o Flamengo, o episódio serve como alerta em uma temporada em que cada jogo de Libertadores pesa não só esportivamente, mas também na atmosfera criada no Maracanã. E, para o torcedor, o número ajuda a dimensionar como o ambiente ao redor da equipe pode influenciar a caminhada do time em busca de mais uma campanha forte no torneio.

Enviado a 2 meses atrás
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