


Não há alternativas
A Autoridade Nacional de Saúde da França (HAS) emitiu uma nova recomendação sobre o tratamento do transtorno do espectro autista (TEA), desaconselhando formalmente o uso da psicanálise. Esta decisão marca a primeira mudança significativa da entidade desde 2012 e se baseia na constatação de “nível insuficiente de evidências científicas” que comprovem a eficácia da abordagem psicanalítica para esse transtorno.
O novo posicionamento da HAS propõe alternativas mais focadas e fundamentadas em evidências, como intervenções comportamentais e de desenvolvimento que devem ser aplicadas precocemente. Além disso, a entidade destaca a importância do cuidado individualizado e da participação ativa das famílias no processo terapêutico. Promover uma maior integração escolar para as crianças autistas também está entre as recomendações.
A atualização gerou polêmica entre associações de familiares de autistas e profissionais da saúde mental. Enquanto diversos grupos de familiares se manifestam contra a utilização da psicanálise, argumentando que ela não traz resultados satisfatórios, uma parte dos psicólogos e psiquiatras defende que abordagens diversas devem ser levadas em conta no tratamento do TEA, reforçando a necessidade de um olhar amplo sobre as metodologias terapêuticas.
Estudos indicam que o autismo afeta entre 1% e 2% da população, tornando esse debate especialmente relevante no campo da saúde mental. As novas diretrizes podem influenciar não apenas a forma como os profissionais de saúde trabalham, mas também a percepção e o tratamento de famílias afetadas pelo transtorno. Essa mudança poderá ter impactos significativos na saúde pública e na abordagem terapêutica adotada em instituições de ensino e serviços de saúde no país.

Enviado a 4 meses atrás
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