


Não há alternativas
Gokce Guven, fundadora da fintech Kalder e reconhecida pela lista “Forbes 30 Under 30”, foi formalmente acusada por promotores dos Estados Unidos de cometer fraudes contra investidores e irregularidades em relação a visto. As acusações surgem em meio a alegações de que Guven teria enganado tanto investidores quanto autoridades norte-americanas. Sua prisão ocorreu em novembro de 2025.
A Kalder, que levantou US$ 7 milhões em financiamento inicial em 2024, foi avaliada em 35 milhões de dólares e destacou um crescimento significativo em adoção de marca e receitas. No entanto, a acusação sugere que muitos dos acordos de marca mencionados pela empresa eram apenas pilotos ou simplesmente não existiam. Além disso, os investigadores afirmam que a startup mantinha duas contabilidades, apresentando números inflacionados a investidores e até em publicações da Forbes.
As informações fraudulentas teriam sido utilizadas também no processo de obtenção de um visto O-1, com cartas de recomendação que, segundo a acusação, foram assinadas pela própria Guven. Caso seja condenada, ela pode enfrentar até 20 anos de prisão por fraude contra investidores, além de penas adicionais pelos crimes relacionados ao visto e uso indevido de identidade.
Esse episódio levanta questões relevantes sobre a responsabilidade na captação de recursos em startups e a importância da transparência nas informações oferecidas a investidores, além de complicações legais que emergem no ecossistema das fintechs. O caso evidencia a necessidade de rigor nas práticas de governança e compliance, temas cada vez mais discutidos no ambiente de inovação e negócios, onde a confiança é essencial para a continuidade e o crescimento das startups.

Enviado a 6 meses atrás
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