


Não há alternativas
A proposta de uma nova taxação sobre os ganhos de capital não realizados na Holanda, que pode chegar a 36%, está movimentando o mercado de investimentos do país. Este imposto incidirá sobre ações, ETFs, economias e criptomoedas, e sua aplicação está planejada para começar em 1º de janeiro de 2028, após a aprovação do Senado.
De acordo com a proposta, o aumento no valor dos portfólios será tributado anualmente, mesmo que os ativos não sejam vendidos. Por exemplo, um portfólio inicialmente avaliado em 100 mil euros que aprecie para 140 mil euros geraria um ganho de 40 mil euros. Após um limite de isenção de 1.800 euros, seriam considerados 38.200 euros como base tributável, resultando em um imposto de aproximadamente 13.752 euros. Além disso, mesmo que o mercado enfrente uma queda posteriormente, não haverá reembolso dos impostos pagos.
Esse modelo de taxação levanta preocupações entre investidores, pois pode aumentar o risco de vendas forçadas. Para arcar com os impostos sobre ganhos não realizados, muitos investidores poderão ser obrigados a liquidar parte de seus ativos.
A proposta destaca uma tendência crescente em diversas jurisdições de taxar não apenas os ganhos realizados, mas também aqueles que não foram convertidos em receita efetiva. Esta mudança regulatória poderá impactar significativamente a forma como os investidores holandeses gerenciam seus portfólios, adicionando uma nova camada de complexidade ao ambiente de investimento, especialmente em tempos de volatilidade no mercado.
Essas movimentações não apenas afetam o comportamento dos investidores locais, mas também podem influenciar o cenário de negócios e inovação na região, já que um ambiente fiscal mais desafiador pode desencorajar novos investimentos e o crescimento de startups. O debate sobre essa proposta está em aberto e deverá ser acompanhado de perto por todos os que atuam no mercado de capitais.

Enviado a 5 meses atrás
Não há alternativas
Não há alternativas
Não há alternativas
