


Não há alternativas
A FIFA deve colocar Gianni Infantino e Donald Trump no centro da cerimônia de entrega do troféu da Copa do Mundo ao vencedor da final, em um gesto que reforça a presença política e institucional dos Estados Unidos no evento mais importante do futebol. A informação aparece em meio à preparação para a decisão do Mundial de 2026, cuja final está marcada para 19 de julho, em Nova York e Nova Jersey.
A presença de Trump ao lado do presidente da FIFA chama atenção porque o torneio será disputado justamente em território norte-americano, com partidas também no Canadá e no México. A entidade já vinha tratando a edição de 2026 como a maior da história, tanto pelo número ampliado de seleções quanto pela dimensão comercial e simbólica da competição. Nesse contexto, a participação de chefes de Estado e de lideranças globais em momentos centrais do torneio passou a fazer parte da estratégia de visibilidade da FIFA.
Nos últimos meses, Gianni Infantino tem intensificado a aproximação com autoridades dos países-sede e com figuras de grande projeção internacional. Em dezembro de 2025, durante o sorteio final da Copa do Mundo de 2026, a FIFA já havia colocado Donald Trump em destaque na cerimônia em Washington, ao lado de lideranças do Canadá e do México. Na mesma ocasião, o dirigente suíço também reforçou o tom de espetáculo que a entidade quer imprimir ao Mundial, tratado por ele como um evento de alcance histórico.
A eventual entrega do troféu por Infantino e Trump ao campeão da final não é apenas um detalhe protocolar. Em uma Copa do Mundo, o momento da premiação costuma ser um dos mais assistidos da competição e concentra boa parte da imagem pública do torneio. Por isso, a escolha de quem sobe ao palco com o troféu costuma ser lida como um gesto de peso institucional, especialmente quando envolve o país anfitrião e a principal autoridade da entidade organizadora.
A final de 2026 será disputada em um cenário de forte exposição internacional para os Estados Unidos. O país receberá a maior parte dos jogos do Mundial, em uma edição que também marca o retorno da Copa ao território norte-americano mais de três décadas depois do torneio de 1994. A FIFA tem usado esse marco para promover a competição como uma vitrine global, com eventos paralelos, ações promocionais e presença constante de dirigentes em cerimônias públicas.
Trump, por sua vez, já apareceu em outras iniciativas ligadas ao futebol internacional durante o ciclo da Copa de 2026. A relação entre o ex-presidente americano e a FIFA ganhou espaço em eventos recentes da entidade, o que ajuda a explicar por que seu nome voltou a surgir em uma das cenas mais simbólicas do torneio. Ainda assim, a confirmação de que ele estará efetivamente na entrega do troféu dependerá da programação final da cerimônia e da agenda oficial dos envolvidos.
Para a FIFA, a final de 2026 será mais do que a definição de um campeão. Será também o encerramento de um Mundial pensado para ter escala inédita, com forte apelo de espetáculo e grande presença institucional. A eventual imagem de Infantino e Trump entregando o troféu ao vencedor tende a se tornar uma das cenas mais marcantes da competição, caso a participação dos dois seja mantida até a decisão.

Enviado a 1 mês atrás
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