


Não há alternativas
Universidades brasileiras adotam novas restrições ao uso de celulares em sala de aula
Em um movimento que reflete uma crescente preocupação com a distração causada por dispositivos eletrônicos, instituições de ensino superior no Brasil, como Insper, ESPM e FGV, estão implementando regras mais rígidas sobre o uso de celulares e outros aparelhos durante as aulas presenciais. As novas diretrizes visam preservar a sala de aula como um ambiente de aprendizado focado e interativo.
No Insper, a proibição do uso de celulares será oficializada a partir de janeiro de 2026. A medida permitirá exceções apenas quando o equipamento for utilizado de maneira direta em atividades pedagógicas, a critério do professor. De acordo com a administração da universidade, a decisão surgiu da necessidade de promover uma maior atenção durante as aulas e melhorar a qualidade do ensino.
A ESPM, por sua vez, já incluiu restrições no seu curso de Direito, prevendo sanções para os alunos que não cumprirem as regras. Esta instituição também expressou a intenção de desestimular o uso de outros dispositivos, como notebooks e tablets, ressaltando que o foco deve ser na interação direta entre alunos e professores.
Por outro lado, a FGV está em fase de implementação dessas novas políticas, com a expectativa de efetivá-las no primeiro semestre de 2026. Até lá, a utilização de celulares será tratada como uma recomendação.
Essas mudanças nas universidades refletem uma reavaliação do papel da tecnologia na educação superior, buscando encontrar um equilíbrio entre a utilização de recursos tecnológicos e o ambiente propício para o aprendizado. A adoção de políticas restritivas pode impactar a maneira como os alunos se envolvem com o conteúdo acadêmico, enfatizando a importância da concentração e da interação direta dentro do espaço escolar.

Enviado a 6 meses atrás
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