


Não há alternativas
Um relatório recente do Instituto Semesp revela que a taxa de evasão entre os alunos da educação a distância (EAD) atingiu 41,6% em 2024, um número consideravelmente superior ao de 24,8% observado entre os estudantes do ensino presencial. A pesquisa destaca que esse fenômeno é particularmente acentuado em instituições de ensino privadas, onde a taxa de abandono na EAD chegou a 41,9%. Em contraste, a evasão na rede pública foi registrada em 32,2%.
A análise abrange o período de 2020 a 2024, período no qual cerca de 64,7% dos alunos da rede privada abandonaram suas graduações antes de concluir os cursos. Para a modalidade EAD, esse índice se eleva para 68,1%. A taxa de evasão é ainda mais significativa entre adultos e nas grandes instituições de ensino, alcançando 69,2%. O levantamento aponta que fatores como a dificuldade em equilibrar estudos e trabalho, além de questões financeiras, contribuem de forma significativa para essa realidade.
Apesar do aumento no número de matrículas na EAD, que atualmente representa mais da metade do total de alunos matriculados, a taxa líquida de escolarização entre jovens de 18 a 24 anos permanece estagnada em 20,8%. Cursos tradicionais, como Direito, Administração e Enfermagem, continuam sendo os mais procurados pelos estudantes.
Esses dados levantam preocupações sobre a sustentabilidade da educação a distância no Brasil, especialmente em um momento em que a modalidade tem se tornado cada vez mais popular. O desafio da permanência dos alunos, especialmente em um cenário pós-pandemia, exige novas estratégias e abordagens por parte das instituições de ensino, no intuito de reduzir a evasão e garantir que mais estudantes completem suas formações. A relevância dessa discussão se torna ainda mais evidente à medida que a sociedade busca por soluções que assegurem a formação educacional de qualidade e a inclusão no mercado de trabalho.

Enviado a 3 meses atrás
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