


Não há alternativas
O senador Carlos Viana, atual presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, levantou suspeitas sobre repasses financeiros ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Durante uma entrevista ao programa Roda Viva, Viana declarou que a investigação enfrenta dificuldades devido à falta de provas documentais que sustentem as alegações de que Lulinha teria recebido uma “mesada” de R$ 300 mil do lobista conhecido como “Careca do INSS”.
No decorrer da sua fala, o senador criticou a “blindagem” promovida pela base do governo e a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que anulou a autorização para quebra de sigilos bancários e outros dados considerados relevantes para a investigação. Viana argumentou que a ausência de informações, como listas de voos da Anac, impede a confirmação de vínculos financeiros entre Lulinha e o lobista preso, tornando a apuração dependente apenas de depoimentos orais. Isso, segundo o senador, estanca o progresso nas investigações sobre o fluxo de capitais.
A defesa de Lulinha confirmou uma viagem do empresário a Portugal em 2024 com o lobista investigado, mas sustentou que o propósito seria somente técnico, envolvendo uma visita a uma instalação de produção de cannabis medicinal, sem qualquer intenção de estabelecer uma parceria comercial.
Com o prazo de funcionamento da comissão expirando em 28 de março, os parlamentares se encontram em uma corrida contra o tempo para decidir se o caso será incluído no relatório final ou arquivado devido à falta de elementos concretos, em meio a um contexto jurídico complexo sobre os sigilos levantados. Este desdobramento gera incertezas sobre o futuro da investigação e suas possíveis implicações na política nacional, especialmente envolvendo a figura do atual presidente e sua família.

Enviado a 4 meses atrás
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