


Não há alternativas
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, está no centro de uma polêmica após defender uma reforma tributária que pode impactar negativamente o clube. Em uma entrevista para a CazéTV, ela ressaltou que a nova legislação, que eleva impostos para clubes associativos, busca incentivar a formação de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) que, por sua vez, terão uma carga tributária mais leve.
Com essa reestruturação, o Palmeiras, que opta por manter seu modelo tradicional e não se transformar em SAF, pode enfrentar um prejuízo significativo de até R$ 50 milhões nos próximos dois anos. A reforma estipula que clubes associativos deverão arcar com uma carga tributária de 11,4% sobre suas receitas, enquanto os clubes que se transformarem em SAF pagarão apenas 6%, o que gera um desequilíbrio no ambiente competitivo.
A declaração de Leila não passou despercebida entre os membros do clube. Luiz Fernando Moncau, conselheiro de oposição, levantou questões sobre o interesse real da presidente nas falas. Em suas palavras, “Se a fala revela alguma intenção de virar SAF, isso não está sendo discutido no Conselho”. Sua crítica à postura de Leila reflete preocupações sobre a transparência na gestão e a falta de alinhamento com os interesses do Palmeiras. Ele ainda mencionou que promessas anteriores dela foram quebradas, questionando a coesão da direção.
Enquanto isso, o Flamengo se posiciona em contra-movimento para atender aos interesses dos clubes associativos. O clube carioca, somado ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) e à Confederação Brasileira de Clubes, lidera um movimento que busca reduzir a carga tributária para esses clubes para apenas 5%. Um projeto de lei já foi aprovado, mas precisa passar pelas instâncias superiores do Senado e do Governo, com discussões ativas sobre a derrubada de vetos.
O clima de incerteza gera expectativa nas torcidas e nos bastidores do futebol brasileiro, especialmente em um momento em que o Palmeiras se prepara para a sequência da temporada. O desenrolar dessa questão tributária poderá ter consequências significativas na meio e longo prazo, refletindo na saúde financeira e na competitividade do clube no cenário nacional e internacional. O futuro do Palmeiras e de sua gestão continua em pauta, e os próximos passos da diretoria serão cruciais para entender o verdadeiro rumo que a equipe tomará.

Enviado a 3 semanas atrás
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