


Não há alternativas
A Câmara Municipal de Londrina, no Paraná, aprovou um requerimento que veta a participação da atleta Tifanny Abreu na fase final da Copa Brasil de Vôlei Feminino. A proposta, de autoria da vereadora Jéssica Ramos Moreno, foi aprovada em regime de urgência com 14 votos a favor e 3 contra. O veto se baseia na Lei Municipal 13.770/2024, que impõe restrições à atuação de atletas trans em competições vinculadas ao poder público municipal.
Em resposta à decisão, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou que Tifanny está regularmente inscrita e cumpre todos os critérios de elegibilidade estabelecidos pela entidade. A CBV recorreu ao Supremo Tribunal Federal, questionando a constitucionalidade da lei municipal. O caso já foi distribuído à ministra Cármen Lúcia para apreciação.
A equipe Osasco São Cristóvão Saúde, à qual Tifanny pertence, afirmou que está acompanhando o processo e reafirmou que a atleta está apta a competir, independentemente do veto municipal. Este episódio destaca a crescente tensão em torno das políticas de inclusão em esportes e o debate sobre a participação de atletas trans em competições esportivas, refletindo questões mais amplas de direitos civis e igualdade.

Enviado a 5 meses atrás
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