


Não há alternativas
Mãe de Santo processa motorista por racismo e enfrenta acusação de intolerância
Uma recente decisão judicial em João Pessoa, na Paraíba, gerou controvérsias em torno de racismo religioso. O juiz Adhemar de Paula Leite Ferreira Neto, responsável pelo 2º Juizado Especial Cível, negou um pedido de indenização feito por uma mãe de santo que teve uma corrida cancelada por um motorista de aplicativo. O motorista se recusou a levar a passageira até um terreiro de candomblé, alegando motivos pessoais.
Durante o cancelamento da corrida, o motorista enviou uma mensagem no aplicativo, afirmando: “Sangue de Cristo tem poder, quem vai é outro kkkkk tô fora”. Essa atitude levou a mãe de santo a processá-lo, solicitando uma indenização de R$ 50 mil. No entanto, o juiz considerou que a verdadeira intolerância partiu da mulher, que se sentiu ofendida pelas palavras do motorista.
Após registrar um boletim de ocorrência, a mãe de santo também moveu uma ação contra o motorista e a empresa responsável pelo aplicativo de transporte, visando a indenização anteriormente mencionada. No entanto, a Uber alegou ser uma parte ilegítima no processo, pois atua apenas como intermediária entre os usuários e os motoristas. O motorista envolvido no incidente foi banido da plataforma.
A situação levanta importantes discussões sobre racismo religioso e os limites da liberdade de expressão em casos de intolerância.

Enviado a 9 meses atrás
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