


Não há alternativas
China alcança 700 km/h em teste de maglev supercondutor
Engenheiros da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa da China estabeleceram um novo marco ao acelerar um veículo de teste monocoque a 700 km/h em uma pista de apenas 400 metros. Esse feito marcante representa um avanço significativo para os sistemas de transporte por levitação magnética supercondutora.
O teste revelou uma aceleração de aproximadamente 10 g, uma força muito além do que pilotos de caça treinados podem suportar. Adicionalmente, a desaceleração atingiu picos de 5 g, enfatizando que se trata de uma demonstração tecnológica e não de um veículo projetado para passageiros. O sistema desenvolvido utiliza supercondutores de alta temperatura, resfriados com nitrogênio líquido a −196°C, uma abordagem que se mostra mais simples e econômica em comparação com os supercondutores tradicionais que requerem hélio líquido a −269°C. Essa inovação torna a tecnologia mais viável para a infraestrutura no mundo real, mantendo a possibilidade de altas velocidades e estabilidade.
Os engenheiros mencionaram que a próxima meta é atingir 1.000 km/h, velocidade superior à de aeronaves comerciais. Caso esse objetivo seja alcançado, uma viagem entre Pequim e Xangai poderia ser reduzida para aproximadamente duas horas, em comparação com cerca de 14 horas por carro atualmente. Já opera na China a única linha comercial de maglev do mundo, o Maglev de Xangai, que cobre 30 km em um período de 7 a 8 minutos, alcançando até 431 km/h.
Esse tipo de desenvolvimento não é apenas um experimento em transporte futurista; a China está avançando de forma sistemática na busca de um sistema de maglev que rivalize com a aviação, colocando trens na mesma categoria de competição que aviões, e não apenas em relação aos automóveis. Essa evolução pode representar uma mudança significativa na forma como as pessoas se deslocam entre grandes centros urbanos, destacando a relevância dessa tecnologia para o futuro do transporte global.

Enviado a 7 meses atrás
Não há alternativas
Não há alternativas
Não há alternativas
