


Não há alternativas
A principal torcida organizada do Palmeiras reconheceu que “os eventos foram planejados, organizados e executados por membros da agremiação” e se comprometeu a não realizar mais emboscadas.
Esse reconhecimento foi feito pelo presidente da Mancha, André Guerra Ribeiro, e registrado em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado recentemente com o Ministério Público de Mairiporã (SP), local onde ocorreu a tragédia, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
O TAC, que permite à Mancha Alviverde retornar aos estádios, impõe cinco condições à torcida. A primeira delas é o pagamento de R$ 2 milhões em indenizações às vítimas da emboscada, parcelados ao longo de 60 meses — cinco anos.
A Mancha deverá pagar R$ 1 milhão aos herdeiros de José Victor Miranda, torcedor do Cruzeiro que perdeu a vida na emboscada, R$ 200 mil à empresa proprietária do ônibus incendiado e R$ 250 mil para o Fundo Municipal de Segurança de Mairiporã. O restante da indenização será destinado, como reparação mínima, às demais vítimas, que poderão buscar reparação individual na Justiça. Aqueles que sofreram lesões graves poderão receber até R$ 80 mil, enquanto os que tiveram lesões leves terão direito a até R$ 20 mil.
Para continuar suas atividades, a torcida organizada se comprometeu a manter um registro com todos os associados, a ser enviado semestralmente à Federação Paulista de Futebol (FPF) e à promotoria local. Esse cadastro deve conter informações como nome completo, CPF, telefone celular e registro fotográfico de cada membro.

Enviado a 8 meses atrás
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