


Não há alternativas
Marcela Vitória, de 19 anos, que sobreviveu a um ataque de tubarão, iniciou o processo de fisioterapia em uma clínica de reabilitação nesta terça-feira (21). Durante a primeira sessão, a jovem passou por uma série de exercícios voltados para a avaliação do equilíbrio, da força muscular e do ritmo da caminhada, etapas fundamentais para o avanço do tratamento.
De acordo com a equipe médica responsável, Marcela apresenta condições clínicas favoráveis para dar continuidade à reabilitação. Embora a região da coxa ainda apresente um leve inchaço, a paciente relatou ausência de dor e está prevista a retirada dos pontos cirúrgicos na próxima semana. O cronograma inicial prevê sessões de fisioterapia duas vezes por semana, com duração de três semanas.
Após essa fase, Marcela deve começar a adaptação à prótese feita de silicone e fibra de carbono, um passo importante para a recuperação da mobilidade e da independência. Ela permaneceu internada por cerca de 40 dias, período em que recebeu cuidados intensivos para estabilizar seu quadro clínico. A expectativa dos profissionais é que a jovem esteja plenamente adaptada ao equipamento em até quatro meses.
O caso de Marcela Vitória ganhou destaque nacional ao evidenciar os desafios enfrentados por vítimas de ataques de tubarão e a importância dos avanços na reabilitação física. O acompanhamento multidisciplinar, que inclui fisioterapia, suporte psicológico e adaptação protética, é essencial para a recuperação integral e a reintegração social da paciente.
A evolução do tratamento será acompanhada de perto, e novas atualizações sobre o estado de saúde de Marcela devem ser divulgadas conforme o progresso nas etapas de reabilitação. O caso reforça a necessidade de protocolos especializados para atender vítimas de acidentes com animais marinhos, especialmente em regiões litorâneas onde esses incidentes são mais frequentes.

Enviado a 6 dias atrás
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