


Não há alternativas
Médicos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal que atenderam Jair Bolsonaro durante dois meses de prisão no 19º BPM, a Papudinha, afirmam que ainda não receberam pelos plantões realizados entre janeiro e março de 2026. Segundo os profissionais, a convocação ocorreu em regime de Trabalho por Período Definido, após determinação do ministro Alexandre de Moraes para garantir assistência médica 24 horas ao ex-presidente.
Pelo menos três médicos relatam que foram mobilizados exclusivamente para acompanhar Bolsonaro no período em que ele permaneceu na unidade. Um deles afirma ter feito oito plantões de 12 e 24 horas e diz ter cerca de R$ 15 mil a receber. Os relatos indicam que a rotina incluía ao menos três avaliações diárias, além de monitoramento contínuo, inclusive durante o sono.
Os profissionais dizem que seguiram as orientações da SES-DF para registrar os plantões e que chegaram a protocolar documentos no sistema SEI. Apesar disso, afirmam que os pagamentos não foram efetuados. O impasse, segundo eles, também envolveu o controle de ponto, já que não havia como registrar a presença no batalhão por meio do sistema tradicional, sendo usada apenas assinatura em caderno.
Depois, a secretaria teria informado que o procedimento foi feito de forma incorreta, segundo os médicos. Um deles afirmou que, se soubesse que o trabalho seria tratado apenas como banco de horas, ninguém teria aceitado a escala. A queixa dos profissionais agora se concentra na falta de definição sobre a remuneração pelos serviços prestados no período.
Os plantões foram encerrados em 26 de março, quando Bolsonaro passou à prisão domiciliar. Até o momento, a SES-DF não se manifestou publicamente sobre o caso, e os médicos dizem que estudam medidas judiciais para tentar receber os valores que afirmam ter direito.

Enviado a 3 horas atrás
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