


Não há alternativas
Milly Lacombe criticou a realização do jogo da Seleção Brasileira contra o Panamá no Maracanã e afirmou que a partida não deveria ter acontecido no estádio nem no Sudeste. Em participação no UOL News, ela defendeu que o confronto fosse levado ao Nordeste e apontou o preço dos ingressos como um fator que, na avaliação dela, afasta parte do público.
A comentarista disse que o ingresso mais barato custava R$ 100 e classificou o valor como alto para a realidade do Brasil. Na análise dela, esse tipo de política de preços contribui para um ambiente mais elitizado nas arquibancadas, o que, segundo sua leitura, ficou evidente nas imagens do estádio.
Milly também relacionou o tema a questões sociais mais amplas, afirmando que no país encarecer é embranquecer e que classe e raça não são separadas com clareza na prática. A fala trouxe uma discussão que costuma aparecer sempre que a Seleção Brasileira joga em praças com ingressos mais caros e público mais restrito.
O debate ganha peso porque a Seleção Brasileira segue sendo um dos principais símbolos do futebol nacional, especialmente em um ano de Copa do Mundo. Por isso, a escolha do local, o perfil do público e o acesso aos jogos acabam entrando na conversa sobre a relação entre o time e a torcida.
Mais do que uma crítica pontual, a declaração recoloca em pauta como a Seleção pode se aproximar de diferentes regiões do país e de públicos com realidades econômicas distintas. Em um cenário de grande atenção ao futebol brasileiro, esse tipo de discussão continua relevante para entender não só o jogo em campo, mas também o ambiente que cerca a equipe.

Enviado a 2 meses atrás
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