


Não há alternativas
O caso que envolve Min Hee Jin e a HYBE, uma das principais empresas do K-pop, culminou em uma decisão favorável para a executiva no dia 12. Depois da audiência, surgiram documentos judiciais que revelam detalhes preocupantes sobre práticas internas de manipulação de vendas de álbuns dentro da companhia.
O que é “push-out” e seus impactos nas vendas
A prática conhecida como “push-out” refere-se à venda de grandes quantidades de álbuns com a possibilidade de devolução posterior. Essa abordagem resulta em números positivos inflacionados nos relatórios apresentados ao público e nas paradas musicais, dificultando uma análise realista do desempenho dos artistas, já que parte desses produtos pode ser retornada.
Em resposta a questionamentos feitos por Min Hee Jin, a HYBE realizou uma auditoria interna, que trouxe à tona falhas significativas. Os registros indicaram que, em 2023, dois lançamentos foram contabilizados como 140 mil cópias, mas com a flexibilidade de devolução, o que levantou preocupações sobre a transparência dos dados de vendas.
Investigação e medidas corretivas
A subsidiária ADOR, que gerencia o grupo New Jeans, também foi mencionada nos documentos judiciais. A empresa indicou que houve recomendações para aumentar agressivamente as vendas. Um dos exemplos citados envolveu uma sugestão para vender 100 mil cópias a mais com o intuito de superar os recordes de lançamentos anteriores. Contudo, a ADOR se posicionou contra práticas que desvirtuassem sua filosofia comercial e pediu por investigações rigorosas e por mais transparência.
Os registros judiciais também trouxeram à luz comunicações entre diretores e executivos. Um e-mail do CEO da HYBE sugeria uma promoção agressiva, e a terminologia de “impulso em massa” foi utilizada por membros da equipe no Japão. Conversas no KakaoTalk entre a equipe da ADOR e Min Hee Jin indicaram uma ansiedade em “empurrar” o estoque no Japão, o que foi negado pela ADOR, reforçando seu compromisso com a ética nos negócios.
Decisão judicial e suas implicações
O tribunal confirmou evidências de práticas de “push-out” na estrutura da HYBE, sublinhando que inflar as vendas iniciais em nome de posições favoráveis nas paradas musicais prejudica a competição leal. Essa conclusão evidencia a necessidade de revisão e adoção de práticas mais transparentes no setor.
Esse desfecho coloca um novo foco sobre a relação entre práticas comerciais e a ética no K-pop, um fenômeno que vai além da música e do entretenimento, impactando a maneira como os artistas e suas músicas são percebidos pelo público. À medida que a indústria avança, fica a expectativa de que as mudanças implementadas pela HYBE possam contribuir para um ambiente de maior integridade e respeito às normas de mercado.

Enviado a 3 meses atrás
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